Cinegrafista é registrado como presidente da República em creche de RR e vê erro ao assistir jornal
Cinegrafista é registrado como presidente da República em creche de Roraima O cinegrafista Ramilton Barros da Silva, de 48 anos, "ocupou" a cadeira principal ...
Cinegrafista é registrado como presidente da República em creche de Roraima O cinegrafista Ramilton Barros da Silva, de 48 anos, "ocupou" a cadeira principal do Palácio do Planalto diretamente de Boa Vista entre fevereiro e setembro de 2016. O cargo de presidente da República consta na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) Digital dele, vinculado a uma creche onde trabalhou há dez anos. À época, ele foi contratado pela Creche Semear Vida Rodolfo Marinho, localizada no bairro Operário, zona Oeste da capital. Ele contou que prestou serviços de secretário e recebia salário de R$ 1.500. Atualmente, o cadastro da unidade de ensino está como "inapta" na Receita Federal, conforme consulta feita pelo g1 nesta terça-feira (19). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Ramilton disse ao g1 que já havia notado a falha assim que começou a usar o aplicativo da CTPS Digital. No entanto, acreditou ser apenas um erro de digitação do próprio sistema e ignorou a informação. Ele só resgatou a história nesta terça-feira (19) ao assistir a uma reportagem do Jornal Hoje. "Quando vi a matéria no Jornal Hoje, lembrei que tinha visto antigamente, mas não tinha dado tanta importância. Fui abrir meu aplicativo para ver se ainda estava o mesmo erro e vi que estava do mesmo jeito da matéria, a mesma função, de presidente da República", contou o cinegrafista. O g1 procurou o escritório de contabilidade responsável pela contratação de Ramilton na época. A empresa explicou que não atende mais a creche e, por isso, não conseguiu acessar os registros antigos para entender a origem da falha no cadastro. Em consulta à Receita Federal, a reportagem verificou que a instituição de ensino, fundada em 2013, está com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) inapto desde 2022. Em nota, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que o erro é reflexo de falhas de preenchimento cometidas pelos próprios empregadores no sistema antigo (GFIP), utilizado entre 2002 e 2019. Na época, as empresas inseriram o código de ocupação errado, referente ao cargo de presidente da República, e esses dados foram migrados automaticamente com a criação da Carteira de Trabalho Digital. O cinegrafista de Roraima levou a situação com humor e afirmou não ter enfrentado obstáculos profissionais até o momento. “Nunca deu problema, não. Na verdade, se deu problema em alguma empresa, nunca me informaram a respeito, entendeu? Mas não sei se teria algum problema em ser presidente da República (risos)”, brincou. Cinegrafista Ramilton Barros da Silva foi registrado como presidente da República em uma creche de Boa Vista em 2016. Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: Técnica de enfermagem é registrada como presidente da República há 24 anos e descobre erro ao procurar emprego Mais duas mulheres descobrem ser 'presidente da República' em registro na carteira de trabalho; entenda Falha semelhante em Pernambuco O caso que chamou a atenção de Ramilton ocorreu no município de Jaboatão dos Guararapes (PE). Lá, a técnica de enfermagem Aldenize Ferreira da Silva e outras duas ex-servidoras descobriram ocupar o cargo de chefes do Estado brasileiro desde 2002. Segundo a prefeitura da cidade pernambucana, a falha ocorreu na transição do antigo Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (SEFIP) para o atual e-Social. O erro no banco de dados transformou servidores que ocupavam cargos comissionados genéricos em "presidentes da República". Diferente do cinegrafista de Roraima, a técnica de enfermagem pernambucana contou que se sentiu constrangida e prejudicada na hora de buscar um novo emprego nesta quarta-feira (13). Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.